segunda-feira, 16 de março de 2009

OS ESGOTOS NA GRANDE SÃO PAULO

Os esgotos na RMSP


Tendo em vista que a SABESP está dando início à 3ª fase do Projeto Tietê julguei oportuno tentar fazer uma análise da situação dos esgotos na RMSP embora reconheça as dificuldades de sintetizar um tema tão grande e complexo. Na minha opinião, ao lado do Uso e Ocupação do Solo e do Trânsito se constitui num dos maiores desafios dessa região não só pelo tamanho como principalmente pela extrema dificuldade em soluciona-lo satisfatoriamente.


Os demais problemas da região também são grandes porém tem soluções mais claras.

Me propus a enfrentar essas dificuldades porque estou convencido de que da mesma forma que existe uma tremenda desproporção entre o volume de esgotos produzidos na RMSP e a capacidade do Rio Tietê de recebe-los, existe também a mesma desproporção entre a sua realidade e a informação que é transmitida para a sociedade, o que não é razoável no caso de um problema dessa magnitude e importância.


O problema apresenta dúvidas e má informação desde a responsabilidade pelos serviços até a realidade de certos fatos e colocações e ainda sobre a sua racionalidade.

Hoje a região produz cerca de 65m³/s de esgotos sanitários dos quais apenas 13,5m³/s, 20%, são tratados. Mais de 50m³/s são lançados “in natura” no Rio Tietê que durante as estiagens apresenta vazão natural menor do que 15m³/s. Por isso que nas estiagens não observamos mais o rio baixar o seu nível. Não é mais um rio, é um canal de esgotos.

Vamos aos problemas.


Responsabilidade

A SABESP responde pelas redes coletoras do município de São Paulo (50% da região) e de mais alguns municípios representando a grande fatia da coleta. Responde também a nível metropolitano pelos coletores tronco, interceptores, emissários e estações de tratamento (ETE).


Considerando que a extraordinária poluição dos nossos rios e córregos se deve fundamentalmente ao lançamento de esgotos domésticos se conclui que a SABESP seja a responsável por essa situação. Ela deveria estar tratando todos os esgotos da região no nível necessário para manter a qualidade da água dos nossos rios como é exigido das indústrias. Desde a sua constituição em 1973 até hoje a SABESP vem tomando todas as decisões sobre esse assunto inclusive e principalmente pelo tipo e grau de tratamento adotado: secundário através de lodos ativados.


O Projeto Tietê tem seguido essa diretriz que deverá ser mantida na 3ª fase. Mesmo após a implantação do Comitê da Bacia do Alto Tietê há quase 15 anos essa situação permaneceu. Não temos notícia de que esses planos e programas tenham sido submetidos ao Comitê.


Quem decide se responsabiliza.


O problema que fica é o seguinte:

Sabe-se que o Projeto Tietê já gastou US$ 1,5 bilhões e a situação é a descrita acima. Vai gastar mais US$ 800 milhões nesta 3ª fase e já se sabe que a situação dos nossos rios em 2018 estará pior do que está hoje. Já está sendo considerada a poluição difusa que a SABESP estima em 30% do total.

O tamanho e importância do problema não indica que ele deva continuar a ser decidido pelas áreas técnicas da SABESP. Deverá haver uma instância adequada para a sua discussão inclusive para que possa ter legitimidade.


Realidade

Em entrevista recente o Presidente da SABESP ao tomar conhecimento através do “mapa catapora” da enorme quantidade de lançamentos de esgoto “in natura” feitos pela SABESP nos rios disse: “É uma vergonha que a sede da maior empresa de saneamento da América Latina esteja numa cidade que fede esgoto”: essa constatação corresponde à pura realidade.


Em seguida ele afirma que a SABESP aposta no Projeto Tietê para a solução do problema, qual seja: “limpar os rios e coletar e tratar o esgoto da RMSP até 2018”. Essa afirmação pode ser em parte real se os US$ 800 milhões forem suficientes e se a SABESP conseguir executar nos próximos 10 anos todas as obras de coleta, transporte e tratamento que faltam. Entretanto é totalmente fora da realidade quando fala em limpar os rios inclusive retirando deles todos os lançamentos “in natura”.


Resolve o saneamento urbano mas não o saneamento dos seus rios e córregos.

O superintendente de projetos da SABESP informa que desde o seu início há 17 anos o Projeto Tietê gastou U$ 1,5 bilhão mas melhorou a situação porque deixou de lançar “in natura” nos rios 20% dos esgotos produzidos. É certo que melhorou, porém não corresponde à realidade imaginar que os US$ 800 milhões previstos para a 3ª fase possam responder pelo que falta.


O mesmo superintendente afirma que a situação só não melhorou mais por causa do grande volume de despejos “irregulares” no Tietê efetuados pelos usuários (ligam seus esgotos na drenagem) e prefeituras. Essa afirmação é tendenciosa pois se sabe que o grande volume lançado “in natura” é feito pela própria SABESP.


Declara afinal, como vem sendo feito sistematicamente, que hoje a SABESP trata 68% dos esgotos quando na realidade não passa de 20%.

O Projeto Tietê considera nos seus cálculos de volume de esgoto apenas os produzidos por unidades abastecidas pela SABESP. Desconhece a população que se abastece através de poços o que hoje atinge a mais de 10 m³/s.

Também fora da realidade.


Racionalidade (Histórico)

Os programas do nosso sistema de esgotos tem primado pela irracionalidade.

No início da década de 1970 a região praticamente não dispunha de sistema de esgotos: apenas 10% da população era servida, e apenas por rede coletora.


A SABESP criada em 1973 iniciou o programa pela construção, porém apenas de redes coletoras (tirar os esgotos dos quintais e das sarjetas para diminuir a mortalidade infantil o que fez até o início do Projeto Tietê em 1992 – 20 anos - Natel – Egídio – Maluf – Montoro e Quércia).


Como não havia coletores tronco, interceptores, emissários e estações de tratamento, as redes lançavam tudo “in natura” nos córregos e rios: baixaram os índices de mortalidade infantil mas acabaram com os rios e córregos. Por aí pode-se avaliar o volume de esgotos “irregulares” que até hoje estão nos córregos e rios.


A irracionalidade teve continuidade pois a partir do final da década de 1970 foram iniciadas as construções das estações de tratamento. Foram novamente ignoradas as canalizações de ligação das redes coletoras com as estações de tratamento.

Nessa fase, considerando a disputa entre o Sanegran e a Solução Integrada, as autoridades se preocuparam mais em construir ETE’s para impor a sua preferência e tornar a solução irreversível. Ficamos com as redes numa ponta, as ETE’s na outra e nada no meio. Até hoje.


Hoje o sistema possui ETE’s com capacidade de 18 m³/s (27% do necessário) que na realidade tratam apenas 13,5 m³/s por conta da irracionalidade citada.

A partir do Projeto Tietê, 1992, foram incluídas também as obras de transporte dos esgotos das redes coletoras para as ETE’s (Fleury – Covas – Alckmin - Serra).

O exposto demonstra que US$ 1,5 bilhão embora dê a impressão de ser muito dinheiro, na realidade está bem aquém das necessidades. Os US$ 800 milhões para a 3ª fase também.


Tarifas

Em conseqüência de um sistema dessa forma mutilado fica ainda o seríssimo problema da transparência da cobrança das tarifas.

Conclusão

Na realidade o Projeto Tietê não dispõe de metas claras sobre onde pretende chegar. Parece mais um projeto interno da SABESP tendo em vista os seus próprios objetivos sem relação com a sociedade e com o meio ambiente.

Julio Cerqueira Cesar Neto

11 36669924 - 11 99137065
www.juliocerqueiracesarneto.com

domingo, 15 de março de 2009

APROVEITANDO RESÍDUOS INDUSTRIAIS - Universidade do Paraná

Universidade Federal do Paraná

Setor Tecnológico

Laboratório de Tecnologia Ambiental

Cabe aqui frisar que, para nós, resíduos e rejeitos não são considerados lixo ou materiais descartáveis, mas sim matérias-primas de alto valor.

Vsévolod Mymrine.

APROVEITAMENTO ECONÔMICO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS

PARA GERAÇÃO DE NOVOS PRODUTOS

Durante 40 anos Dr. Mymrine trabalha na área de estudo do reaproveitamento de resíduos industriais como matéria prima para ajudar as empresas que estão enfrentando problemas ambientais. Esta desenvolvendo de métodos (composições e tecnologias) para fabricação de materiais de valor como: cerâmica, vidro - cerâmica, concreto, argamassa, isolantes térmico e acústico, bases de estradas, aeroportos, bases de aterros de lixo municipal e industrial, núcleo de represa, novas variedades de combustíveis com alto poder calorífico. Os métodos desenvolvidos permitem a coleta de petróleo derramado com recuperação de solos, a limpeza de navio-tanque de camada de petróleo e outros materiais petrolíferos.

Agora podemos usar como matéria prima os resíduos de industrias seguintes:

Resíduos Siderúrgicos:

  1. Todos os tipos de escórias siderúrgicas ferrosas (alto forno, forno Martin, conversor Bessemer, forno

elétrico, forno de cúpula);

  1. Poeiras de arco - voltáico geradas em usinas de fundição de aço;
  2. Todos as escorias metalúrgicas não ferrosos (Ni, Al, Cu, etc.);
  3. Escórias do processo de recuperação do chumbo de baterias automotivas e sais de neutralização de

tratamento de baterias ácidas de chumbo;

  1. Areias e escorias de fundição;
  2. Resíduos gerados dos processos das indústrias automobilísticas: líquidos alcalinos, poeiras, pastas;
  3. Resíduos de anodização de alumínio;
  4. Pó metálico de filtros (Pb, Ni, Zn, Cr, V, Fé, etc.);

Rejeitos Municipais, de Construção e Demolição.

  1. Entulho de demolição e de construção civil para produção de tijolos sem queima e sem cimento Portland;
  2. Sedimentos de rios e lagos (mistura de lodo orgânico com areia após de dragagem);
  3. Rejeitos da espuma rígida de poliuretano de refrigeradores, congeladores, etc. que serão enviados aos

recicladores;

  1. Rejeitos de produção dos concretos e das argamassas;
  2. Resíduos das fábricas de cimento;
  3. Rejeitos de produção de cal;
  4. Lodo das fábricas de tijolos de cal;
  5. Lodo de ETE de produção de cosméticos e de perfumaria;
  6. Lodo decantado nas Estações de Tratamento de Água (ETA) sem secagem preliminar;
  7. Lodo de ETE de aterros sanitários municipais como combustível;
  8. Cinzas e escorias de lodo de ETE;
  9. Rejeitos de brita, peneiramento e a restos de rochas naturais (granito, mármore, ardósia, etc.);
  10. Rejeitos de telhas de amianto (asbesto-cimento);
  11. Cinzas e escórias de incineradores;
  12. Serragem e raspa de madeira;
  13. Solos residuais de coberturas de minas, solos argilosos, etc.;
  14. Lodo industrial de produção e de reciclagem de papel e papelão;
  15. Resíduos de produção de Porcelana (isoladores elétricos de porcelana, recipiente, etc.);

Resíduos de Mineração, Elaboração e Energética.

  1. Petróleo derramado nos solos;
  2. Lodo de ETA e ETE de Usinas Termelétricas;
  3. Resíduos de rochas com alto teor de metais pesados (como chumbo na cidade de Adrianópolis),
  4. Cortes e pó de rochas de amianto (asbesto);
  5. Rejeitos ácidos de Jarosite de produção de Zn;
  6. “Argila vermelha” alcalina de Bauxita da Amazônica;
  7. Resíduos de Gesso e Fosfo-Gesso;
  8. Todos os tipos de cinzas e escórias de termoelétricas;
  9. Alguns tipos de solos residuais da cobertura das minas;
  10. Resíduos líquidos da produção de Al;
  11. Pó de carvão mineral fino e ultra - fino;
  12. Pó de carvão vegetal;
  13. Rejeitos oleosos (como borra oleosa) e alcalinos líquidos das indústrias petroquímicas;
  14. Rejeitos de catalisadores de refinarias de petróleo;
  15. Rejeitos finos de xisto betuminoso;
  16. Xisto betuminoso retortado;
  17. Cinza de casca de arroz e outras gramíneas;
  18. Cinza da queima de madeira;
  19. Misturas de cinza com madeira mal queimada;

Rejeitos Químicos:

  1. Lodo industrial de ETE´s de empresas químicas diferentes;
  2. todos tipos de resíduos de vidro (poeira de jateamento, cortas de vidro, isoladores elétricos de vidro e

outros);

  1. de produção de fertilizantes;
  2. de produção de detergentes;
  3. dos todos processos galvânicos diferentes;
  4. de indústrias químicas: pastas, pós, efluentes líquidos alcalinos;
  5. de produção das tintas e vernizes
  6. Diatomito contaminado com alto teor de óleo.

Com base nestes conhecimentos podemos desenvolver utilizações para outros resíduos e rejeitos.

Todos produtos desenvolvidos têm lixiviação de metais pesados muito menor do que as exigências definidas em normas brasileiras e internacionais.

Um custo muito baixo de matérias-primas (resíduos industriais) garantindo um alto efeito econômico de produção destes materiais.

Objetivos das investigações

  1. Ajudar as empresas enfrentar problemas ambientais.
  2. Utilizar mais quantidade de resíduos industriais que é possível.
  3. Estudar a possibilidade de ligar os metais pesados no processo de utilização de resíduos industriais.
  4. Desenvolver novos materiais (principalmente para construção) favoráveis para meio ambiente e

aproveitável no sentido econômico com propriedades suficientes.

  1. Pesquisar processos físicos - químicos de formação de estruturas dos materiais novos para aumentar suas

propriedades mais valorosas.

  1. Desenvolver novas ou adaptar tecnologias atuais de produção das materiais novos no nível de usinas

pilotos.

As Maiores Vantagens.

Ambiental

  1. Liquidação completa de aterros de resíduos industriais para uso de rejeitos como matéria-prima;
  2. Ligação química de todos os metais pesados nos materiais desenvolvidos até nível de lixiviação e solubilização

conforme exigências de normas brasileiras e internacionais.

Econômico

  1. Diminuição significativa dos pagamentos de taxas e multas ambientais.
  2. Um custo muito baixo de matérias - primas (resíduos industriais) garantindo um baixo custo de materiais

produzidos e alto efeito econômico.

  1. Possibilidade de diminuição de preços de materiais no mercado.

Social

  1. Para a produção dos novos materiais desenvolvidos no LTA é necessária a criação de uma rede de novas

empresas com geração de novos empregos.

  1. Limpeza de aterros industriais aumenta a qualidade de vida da população de regiões industriais.

Educativo

1. Preparar nova geração de cientistas brasileiros para continuar pesquisas e trabalhar nas empresas na área de

utilização de resíduos industriais com vantagens acima citados.

2. Aumentar o nível de educação ambiental da população através de cursos, palestras, aulas e outras formas de

disseminação de conhecimento prático na área engenharia sanitária e ambiental pela utilização de resíduos

industriais diferentes.

  1. Preparar e executar a educação de alunos com disciplina de Tópicos Avançados “Materiais de Resíduos

Industriais” ao nível de Mestrado e Doutorado na base de pesquisas do LTA e de literatura internacional cientifica e

tecnológica.

Vsévolod (Seva) Mymrine, Ph.D, D.Sc.

Professor Titular Visitante, Laboratório de Tecnologia Ambiental (LTA) de Setor Tecnológico,

Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, Brasil.

E-mail: seva@ufpr.br Telefone: (41) 3361-3425, celular 9989-4984

Membro Real da Academia Russa das Ciências Naturais, Moscou, Rússia.

sábado, 7 de março de 2009

ITABUNA NA BAHIA E A EPIDEMIA DE DENGUE - BACIA DO RIO CACHOEIRA

Bacia Hidrográfica do Rio Cachoeira

Invasão do Cachoeira

A paisagem da Bacia Hidrográfica do Rio cachoeira entre a Vila Cachoeira e o bairro Teotônio Vilela, em Ilhéus, aos poucos vem sendo alterada. Está ocorrendo uma invasão lenta e continuada que aos poucos modifica o meio.São famílias advindas da crise econômica do país, agravada pela crise regional do cacau. Retirantes do Cacau, um exército de homens, mulheres e crianças expulsas das áreas que antes viviam e trabalhavam, procuram uma greta de luz na esperança de refazer a vida e criar seus filhos. Muitas vezes saem de suas cidades, despercebidamente na madrugada por não poder saldar os débitos contraídos. A crise do cacau deixou aproximadamente 250.000 desempregados que peregrinam pela Bahia e por diversas regiões do país. De um modo geral eles procuram os centros maiores, a exemplo de Itabuna e Ilhéus.Por sua vez estas cidades não estão estruturadas para receber um crescimento social sem planejamento, provocando reações de desequilíbrio social na estrutura funcional dessas cidades.

O cachoeira que ao longo de sua trajetória vem sofrendo um processo de degradação visível pelos impactos negativos, provocados principalmente pelos centros urbanos dos 10 municípios que fazem parte da bacia hidrográfica, já não mas oferece qualidade em suas águas e conseqüentemente nos frutos oriundos dela, pondo em risco aqueles que desfrutam de seu uso, a exemplo dos marginalizados da pirâmide social que não tem outra alternativa e lamentavelmente as crianças são as maiores vitimas.

O cachoeira estende o seu leito como se os braços estivesse abrindo,cede suas margens e recebe a todos que a ele recorre: sem terras, sem casas, sem empregos e até os sem esperanças. Uma rede de descriminados pela própria espécie. Pessoas que não encontram apoio no meio urbano, buscam o aconchego do rio e se sentem tão bem que ignoram o risco que é exposto, nascendo daí uma cumplicidade fraterna.O líquido precioso que faz parte da vida e de todas as necessidades do cotidiano, matando a sede e a fome, amenizando essa doença típica do ser humano chamada "pobreza". Este mesmo rio exige desses seus filhos adotivos, uma relação de respeito para que ele possa perenizar-se e continuar o seu papel de equilibrar a vida.

Fotos: Ed Ferreira



Invasão do Cachoeira

Invasão do Cachoeira

Invasão do Cachoeira

Invasão do Cachoeira

Baía do Pontal


fonte: http://www.itabuna-ba.com.br/photosintese012a.htm

sexta-feira, 6 de março de 2009

O ARROIO ARAÇA PRECISA DE AMIGOS - CANOAS (RS)


Olá Amigos do SOS Rios Br !
Que legal mais este apoio a nossa rede em defesa do Araçá e mais um canal de divulgação das ações.
Em primeiro lugar estou enviando as poesias e músicas que demostram o sentimento da comunidade de preocupação e carinho com este manancial.
1. MÚSICA - Uma Escolha
alunos da Escola Estadual Margot Giacomazzi
2. POESIA - O Q é Q Foi, O Q é Q há?!
Hermínio Mino Evangelista
(colocada nos depoimentos no orkut do Arroio Araçá preciso de amigos)

Fico um tempo a refletir;
Construções por todos os lados...
Na ânsia de progredir,
Até mesmo pequenos riachos são desviados.

E eu pergunto: O que é que foi, o que é que há?!
Até quando o concreto armado nos consumirá?
Arroio Araçá, quem te viu quem te verá?!
Até quando o lixo, o descaso te sufocará?!

Quantas as crianças que de ti irão lembrar?
Destroem lentamente um precioso manancial
E de que águas iremos no futuro nos beneficiar?

Em uma cidade que não pensa sequer em esgoto cloacal
O que se esperaria do sufocamento do Arroio Araçá?
O Q é Q Foi, O Q é Q há – Aonde vamos parar?
3. RAP - Arroio Araçá
alunos da Escola Municipal João Paulo I

Bom Dia amigos!
Estamos enviando outra forma de arte que o Projeto do Rio Guri inspirou: a Escultura de Roberto Fettuccia.
A obra pelo próprio autor, ROBERTO FETTUCCIA

'ARROIO ARAÇÁ PEDE AJUDA'

Ao elaborar a escultura, procurei transmitir o sentimento de cumplicidade com o meio ambiente e com a história da cidade de Canoas.

Erramos com o arroio por falta de conhecimento – confundindo arroio com “valão”, e desconhecendo a importância deste recurso hídrico no passado, no presente e futuro. Erramos por desmerecer a força da natureza e a ação destruidora do progresso em prol da humanidade.

A escultura é constituída de uma árvore – um pé de araçá – estilizando a silueta de um indígena preocupado com a agonia das águas, simbolizada através de uma sereia em mutação. Desolado e pensativo o indígena elabora ações para convidar a todos aqueles que reconhecem a importância de preservar, recuperar e viabilizar o meio ambiente para viver melhor em harmonia – progresso e natureza, unidos por um bem maior – a água.

Ao escolher os materiais para compor a obra, optei por reaproveitamento de materiais: restos de madeira, arame, jornal, papel colorido, argila e cola a base de água e farinha de trigo. Como acabamento, utilizei mosaicos de papel colorido para compor a riqueza das cores, a luz, a sombra, enfim o eterno movimento que se encontra na natureza.

O Arroio Araçá precisa de amigos, de pessoas comprometidas e conscientes de que são através de pequenas ações, mas constantes, que podemos melhorar nossa existência onde vivemos.

Apoio o projeto “Arroio Araçá: nosso rio guri”, procuro conscientizar e semear a preservação do meio ambiente através da Arte.

Gilberto de Castro Fettuccia

Artista plástico

Profª Inês - arroioaraca@terra.com.br

FOTOS COMPLETAS (clique sobre elas e serão ampliadas)