quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O PERIGO DA ÁGUA DE LASTRO DOS NAVIOS

Água de Lastro e as Espécies Exóticas


A água de lastro, utilizada em navios de carga como contra-peso para que as embarcações mantenham a estabilidade e a integridade estrutural, é transportada de um país ao outro, e pode disseminar espécies "alienígenas" potencialmente perigosas e daninhas.

Algumas das espécies exóticas se tornaram pragas em países distantes de seus hábitats naturais, podendo alterar o equilíbrio ecológico local, e causar impactos negativos na pesca, na aquicultura e em outras atividades econômicas. Isto ocorre porque em novos ambientes, alguns organismos ficam livres dos predadores naturais, e em condições favoráveis acabam dominando a fauna local.

A International Maritime Organization da ONU estima que em 1939, 497 espécies exóticas haviam sido introduzidas em ecossistemas de todo o mundo. Entre 1980 e 1998, esse número subiu para 2.214 espécies. Um bom exemplo de organismo exótico que foi transportado pelos ambientes costeiros de todo mundo é o vibrião colérico, que foi um grande problema nas décadas de 70 e 80, que ainda afeta a Índia. Outro invasor conhecido é o mexilhão zebra (Dreissena polymopha) introduzido nos Grandes Lagos nos Estados Unidos. Hoje, esta espécie infesta mais de 40% das águas continentais americanas e causa impactos econômicos severos, principalmente para os setores elétrico e industrial, pois este molusco coloniza massivamente os encanamentos e as passagens de água.

Para se ter idéia da gravidade dos problemas com espécies exóticas, estima-se que somente os Estados Unidos tem o prejuízo de 138 milhões de dólares por ano, incluindo-se os prejuízos e gastos com controles de espécies exóticas aquáticas e terrestres.

A maré vermelha que ocorreu em Guaraqueçaba, litoral do Paraná, causando mortandade de peixes e causando sérios problemas para a população local, foi causada por algumas espécies de microalgas exóticas. Embora não existam evidências, é provável que estas espécies tenham alcançado nossos ambientes através da água de lastro.

Curiosidades:

  • Navios mercantes transportam mais que 80% das commodities mundiais e são essenciais para a economia mundial
  • Um cargueiro com capacidade de 200.000 toneladas pode carregar mais de 60.000 toneladas de água de lastro
  • Todos os navios cargueiros necessitam da água de lastro e não existem produtos substitutos para o lastreamento
  • A IMO estima que 12 bilhões de toneladas de água de lastro são transportadas anualmente ao redor do mundo
  • A IMO estima que cerca de 4.500 espécies são transportadas pela água de lastro pela frota mundial a qualquer momento
  • A cada 9 semanas uma espécie marinha invade um novo ambiente em algum lugar do globo
  • O transporte de bens por navios tem aumentado constantemente, e novos destinos tem sido alcançados
  • As espécies marinhas exóticas são consideradas uma das quatro ameaças aos nossos oceanos.

Por Ariel Scheffer da Silva - Biólogo - Instituto Ecoplan


Fonte: Ambiente Brasil

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

50 POLUIDORES PUNIDOS EM GOIÁS

Dema divulga lista dos 50 poluidores do Meia Ponte

Diario da Manhã - Cidades - Dia 17/02/2009

Márcia Fabiana - DA EDITORIA DO DMREVISTA

Cinquenta empresas instaladas às margens do rio Meia Ponte foram indiciadas pela Delegacia Estadual do Meio Ambiente (Dema) por poluírem o rio. São lavanderias, áreas de produção de hortaliças, oficinas, garagens e lavajatos que jogam detritos diretamente no rio, sem tratamento e controle de emissão, e o mais grave: nenhuma delas tem licença para funcionamento. A investigação é uma parceira com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e Agência Municipal do Meio Ambiente de Goiânia (Amma) e levou um ano para identificar as empresas. A força-tarefa foi realizada nos municípios de Goiânia, Goianira, Inhumas, Nerópolis e Ouro Verde. A pena aos infratores varia de seis meses a um ano de detenção.

Empresas autuadas

Relação de TCOs – Rio Meia Ponte


  • Lavanderia Real Ltda. – Goiânia
  • Lavanderia Tat´s Jeans (J.A. Nogueira Nunes Ltda.) – Goiânia
  • Lavanderia Clean Wash Ltda. – Goiânia
  • Lavanderia Wold Stone (Maurício Dias Paes Lemes e Cia Ltda.) - Goiânia
  • Ultralav Lavanderia Ltda – Goiânia
  • Lavanderia Dinâmica Ltda – ME – Goiânia
  • Lavanderia Ferreira (C.R Vilas Boas e Cia Ltda.) – Goiânia
  • Lavanderia Unilave (M.R. Ind. e Com. e Prestação de Serviços em Modas Ltda) – Goiânia
  • Fábrica de Doces Nerópolis Ltda – Nerópolis
  • Auto Posto Nossa Senhora Aparecida Ltda. – Nerópolis
  • Amaral Alimentos – Nerópolis
  • Indústria e Laticínios Vale Verde Ltda – Inhumas
  • Cerâmica Saleiro Ltda – Inhumas
  • Aricel Comércio de Combustíveis Ltda (Posto Goiabão) – Inhumas
  • Laticínios Santos (Alex Praxedes dos Santos ME) – Inhumas
  • Frigorífico Vale do Cedro Ltda. – Inhumas
  • Auto Posto Avenida – Inhumas
  • Cetal Cerâmica e Escavações Tapuia Ltda. Me. – Itauçu
  • Laticínio Cruzeiro do Sul – Itauçu
  • Fazenda Três Barras – Itauçu
  • Auto Posto Chanceler – Itauçu
  • Star Estamparia Ltda. – Goiânia
  • MS Estamparia Ltda – Goiânia
  • Paulo Sérgio Ribeiro da Silva e Sandra Lopes de Vasconcelos –
  • Gilvani Pereira Silva (Faz. Barreirão – curral) – Ouro Verde
  • Lavajato Beição – Guanabara
  • Lavanderia e Tinturaria LE – Inhumas
  • Lavajato Rodrigues – Inhumas
  • Root Produtos Alimentícios – Inhumas
  • Sobrinho e Sobrinho Ltda. – Vila Regina
  • W. Galdino – Vila Regina
  • Lavajato Dois Irmãos – Capuava
  • Lavajato Planalto – Capuava
  • DKR Produtos Alimentícios Ltda. Setor Esplanada dos Anicuns
  • Amadeu Carlos de Oliveira - Bosque dos Buritis (pocilga)
  • FIC Indústria Química – St. Esplanada dos Anicuns
  • Lázaro Alves (Faz. Barreirão – lavoura de tomate) – Ouro Verde
  • Milton Ferreira Santana e outro – Goiânia
  • Cerâmica Porto Belo – Nerópolis
  • Clementino Pimenta e outros – Nerópolis
  • Doces Caseiros – Inhumas
  • Agostinho Martins – Goiânia
  • Gilmar Tadeu – Goiânia
  • Br- Tree Confecções – Goiânia
  • Viação Paraúna – Goiânia
  • Lavanderia e Tinturaria Padrão Ltda
  • Raquel Borges da Silva
  • Vitória Régia da Costa Santos
  • Valdemir Garcia Santos, Moacir Ferreira Araújo, Wilmar Martins Teixeira, Sirley Pires Fraga de Oliveira e Walmir Pereira Sousa
  • Divino Alves de Oliveira
  • QUEM É A PROFª AMYRA EL KHALILI ?



    SAIBA MAIS SOBRE AMYRA EL KHALILI

    Amyra El Khalili* é beduína palestino-brasileira, da linhagem do Shayk Muhammad al-Khalili[1]. É Economista. Presidente da ONG CTA. Idealizadora e Fundadora do Projeto BECE (sigla em inglês) Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais e da Aliança RECOs Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras e do Movimento Mulheres pela P@Z!. Membro da Comissão de Assuntos Econômicos da Fearab-América (Federación de Entidades Americano Árabes). Professora de pós-graduação com a disciplina “Economia Socioambiental” em várias Universidades. Indicada para o “Prêmio 1000 Mulheres para o Nobel da Paz” e para o “Prêmio Bertha Lutz”. email: bece@bece.org.br

    [1] Nascido no primeiro mês muçulmano de Shaban do Hijra do ano 1139, que corresponde ao ano A.D. 1724, era o líder da Irmandade Qadiri Sufi e talvez o “homem santo” mais famoso do seu tempo na Palestina.

    A Profª Amyra é colaboradora e Consultora Voluntária do Instituto SOS Rios do Brasil.


    INSTITUTO SOS RIOS DO BRASIL
    Divulgando, Promovendo e Valorizando
    quem defende as águas brasileiras!
    ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!

    sábado, 21 de fevereiro de 2009

    TERMO DA AUDIÊNCIA DO PROCESSO DA PROFª AMYRA EL KHALILI CONTRA O PROVEDOR GOOGLE BRASIL

    Profª Amyra El Khalili da Rede BECE-RECOs


    PODER JUDICIÁRIO –

    SÃO PAULO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL –

    CENTRAL ANEXO DA FACULDADE DE DIREITO DA FUNDAÇÃO ARMANDO ALVARES PENTEADO – FAAP

    Rua itápolis, 389 – CEP 01245-000


    TERMO DE AUDIÊNCIA PROCESSO Nº 100.08.911.332


    Autora: AMYRA EL KHALILI, RG xxx CPF xxx Adv. Dr.: ALESSANDRO FUENTES VENTURINI, OAB/SP: 157.104


    Ré: GOOGLE BRASIL INTERNETE LTDA, CNPJ: 06.990.590/0001-23 Preposta. JULIANA FILARETO, RG xxx CPF xxx Adv. Drª : CLAUDIA SIQUEIRA CUNHA CAMASMIE CURIATI, OAB/SP: 220.511


    Aos 16 de fevereiro de 2009, às 14:00hs horas, nesta cidade de São Paulo na sala de audiência, a presidência da Meritíssima Juiza de Direito, Drª CLAUDIA THOMÉ TONI, comigo escrevente abaixo assino, foi aberta a audiência de tentativa de conciliação, instrução e julgamento, nos autos da ação e entre as partes supra-referidas. Aberta, com as formalidades legais e apregoadas as partes, presente a autora, presente a requerida. Iniciados os trabalhos, a proposta conciliatória restou infrutífera. Pela patrona da ré foi juntada contestação escrita e pelo patrono da autora foi requerido prazo para a juntada de procuração. O que foi deferido: cinco dias. A seguir foram colhidos depoimentos pessoais das partes, de uma testemunha da autora nos termos gravados em fita magnética n. 45/09. As partes informaram que não tinham outras provas a produzir. Pela MMa. Juíza foi proferida a seguinte sentença: “Vistos. Relatório dispensado nos termos do artigo 38 da lei 9.099/95. Decido. A ação é procedente. A autora pleiteia o ressarcimento dos danos sofridos, com fundamento no art. 186 do Código Civil, ressaltando que página da internet mantida pelo ora ré, divulgou informações falsas a seu respeito, maculando a sua honra e imagem. A ré, que detém a titularidade do site Orkut, afirma que neste caso o seu serviço se limita à hospedagem de páginas pessoais de usuários, o que significa que ela não tem controle sobre o seu conteúdo. Por consequência, ela imputa ao usuário a responsabilidade pelos crimes cometidos através da internet e pelos danos que causam a terceiros. Entretanto, pelo doc.02 da contestação, ou seja, pelo termo de uso que vincula a ré ao referido usuário, pode-se verificar na cláusula 8.3, que a ré tem condições de pré-selecionar e filtrar o conteúdo de qualquer serviço, tanto é que a ela se reserva no direito de fazê-lo quando entende cabível. Isto significa que a ré pode sim confirmar o conteúdo das informações que hospeda antes de divulgá-lo pela internet. Por esta razão, se ela tem meios para fazê-lo, não pode alegar que não o fez no presente caso, pois precisava de tempo para tanto. O trabalho da ré neste sentido deve ser preventivo e não posterior à divulgação como ela entende. A veiculação da imagem ou nome na internet atinge número ilimitado de pessoas. Por esta razão, a ré não pode aguardar a propagação destas informações, sem ter certeza de que elas não causarão danos a alguém. A honra e a imagem valem mais do que o patrimônio, o que significa que os lucros da empresa não podem estar sempre à frente dos valores do homem. A omissão da ré é evidente, até por que ela confessa que, após o dano causado à autora, pode-se verificar que alguém realmente de valeu dos dados pessoais da demandante para propagar na internet uma imagem distorcida de sua pessoa. A ré se omitiu quando deixou de atender os pedidos da autora desde o primeiro momento em que ela noticiou o uso indevido de sua imagem. Há e-mails nos autos (fls 25/26) que nos demonstram que ela reclamou do fato em julho de 2008 e, de acordo com a defesa, apenas em outubro de 2008 foi removido o perfil em questão. Se a ré tivesse tomado providências desde logo, certamente teria diminuído os transtornos sofridos pela autora que, segundo os documentos de fls. 36/37, 38, 39, 40/45 e pelo relato da testemunha ouvida, foram enormes, já que demandante faz parte de Organização Não-Governamental que defende os direitos da mulher na causa palestina, o que certamente prejudicou a sua imagem, pois todos nós conhecemos a realidade das mulheres que vivem no Oriente Médio e o exemplo de conduta que devem ser dados a todos. Para nós do mundo ocidental, o ingresso em páginas desta natureza é algo corriqueiro e muito normal. Para as mulheres que sequer podem mostrar o rosto em algumas situações e países, tal exposição é inaceitável, por isso não há dúvidas de que os danos morais são devidos em seu teto máximo. Posto isso, JULGO PROCEDENTE a ação e condeno a requerida no pagamento de R$ 8.300,00 , a título de danos morais, no prazo de 15 diasa contar desta sentença, sob pena de multa de 10% (art. 475-J do CPC) e penhora, valor da condenação que deve ser atualizado monetariamente pela tabela prática do Tribunal de Justiça, desde o ajuizamento até o efetivo pagamento, com juros de 1% ao mês, a partir da sentença e para condenar a ré na obrigação de fazer consistente em retirar definitivamente o perfil em questão da página do Orkut, sob pena de multa de ágina do Orkut, sob pena de multa de R$ 8.300,00. Publicada em audiência, saem os presentes devidamente intimados: a) do prazo de 48 horas para requerimento de cópia de fita magnética, devendo para tanto a parte fornecer outra fita para ser gravada, caso o recorrente dela necessite; b) do valor das custas do preparo para eventual recurso por meio de advogado, que é de R$ 249,00 (código da Receita 230-6 – imposto estadual) acrescido da taxa de porte e remessa e retorno dos autos, que é de R$ 20,9 (um volume) nos termos do art. 1º, Prov. nº 833/04 do CSM (guia do fundo de despesa – código da Receita 110-4; c) do prazo de 10 dias para a interposição de recurso; d) o pagamento da condenação deve ser comprovado pelo réu nos autos. Caso o pagamento não ocorra no prazo de quinze dias acima assinalado ou não for comprovado o depósito judicial do valor da condenação no mesmo prazo, proceder-se-á à penhora, sem nova intimação do réu, mas desde que iniciada a execução pelo credor. Incabível na hipótese a condenação de qualquer das partes nas verbas de sucumbência pois não restou demonstrada a má-fé. REGISTRE-SE”. NADA MAIS. Eu, (Eunice Vilela), escrevente, lavrei e subscrevi o presente, que vai devidamente assinado por todos os presentes.


    "Todos os homens estão presos numa teia inescapável de mutualidade; entrelaçados num único tecido do destino. O que quer que afete a um diretamente, afeta a todos indiretamente. Não posso nunca ser o que deveria ser até que você seja o que deveria ser e você não pode nunca ser o que deveria ser até que eu seja o que devo ser". Martin Luther King

    terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

    ENTREVISTA REVISTA GEA - A IMPORTÂNCIA DOS BIOSSISTEMAS INTEGRADOS

    Construção civil

    Biossistemas Integrados: transformando esgoto em energia, vida e beleza

    Escrito por Gui Castagna — Publicado em 04/02/2009

    Versão completa matéria publicada na ùltima edição da Revista Gea, publicado aqui por meio de uma parceria de troca de conteúdo.

    Enquanto nossos míopes governantes celebram a descoberta de novas reservas de petróleo no litoral, e multinacionais articulam lobbys bilionários para aprovação do plantio de alimentos transgênicos e para construção de usinas nucleares, uma onda de projetos verdadeiramente sustentáveis transformam esgoto e “lixo”orgânico em energia, adubo e alimento. Nesse novo caminho destaca-se O Instituto Ambiental (OIA), ONG sediada em Petrópolis (RJ) com equipes na Bahia e em São Paulo.

    O OIA atua na pesquisa, aplicação e difusão dos biossistemas integrados - sistemas biológicos multifuncionais que realizam o tratamento de efluentes de forma simples e ecológica, com baixo custo e baixo consumo de energia, além de promover funções positivas durante o processo.

    Nosso entrevistado acompanha o OIA desde sua fundação, em 1992, quando o OIA participou de um projeto local de biossistemas, com a participação dos laureados José Lutzenberger, o “Lutz”, do Professor George Chan, da Fundação ZERI, um dos responsáveis pela interpretação moderna dos biossistemas, e do Professor Michael Braumgarten, da Universidade de Hamburgo, Alemanha. Filósofo por formação e educador comunitário por excelência, Valmir Fachini falou à Revista Gea sobre seu trabalho e a importância dos biossistemas.

    A IMPORTÂNCIA DOS BIOSSISTEMAS INTEGRADOS

    Revista GEA: O que são e como funcionam os biossistemas integrados? De que forma eles podem colaborar na despoluição dos rios?

    Fachini: Os biossistemas integrados são um conjunto de equipamentos implantados que tentam imitar os ciclos sustentáveis da natureza e que reproduzem os grandes reinos: animal, vegetal, mineral, e moneras1. Os biossistemas fazem com que os resíduos dos processos humanos de produção percam seu potencial poluidor ao longo das diferentes etapas de tratamento, produzem energia a partir da biomassa disponível, e reciclam nutrientes para reaproveitamento na produção de vegetais e na recuperação de áreas degradadas.

    Em geral os biossistemas aplicados ao tratamento de dejetos humanos iniciam pela remoção do lodo. Em alguns projetos o lodo segue direto para biodigestores2 que o transformam em energia, e noutros segue para compostagem e vermicompostagem (minhocário), para produção de adubo natural. Em seguida a água segue por tanques de algas, que auxiliam na oxigenação do efluente, passam por zonas de raízes que removem parte dos nutrientes, em particular nitrogênio e fósforo. Onde existem áreas disponíveis, incluem-se tanques para criação de peixes e aves aquáticas, aumentando a produção de proteína animal. No final utilizamos plantas macrófitas3, que fazem uma excelente absorção adicional de nutrientes, e remoção de patógenos, o que acontece em virtude da alta concentração bacteriana formada nas raízes das plantas.

    A grande disponibilidade de nutrientes permite o rápido crescimento das plantas, que são transformadas no final em energia, ração animal, ou adubo, utilizados na produção de alimentos e na recuperação de áreas degradadas. Já o efluente tratado é disponibilizado com baixos níveis de nutrientes, podendo ser retornado ao ambiente seja na forma de irrigação, infiltração ou mesmo diretamente a um rio, contribuindo assim para sua despoluição.

    Revista GEA: Quais os princípios, objetivos, e vantagens da implantação de biossistemas integrados?

    Fachini: Respeitar ao máximo os ciclos naturais, cuidar das pessoas e do ambiente através da reciclagem de nutrientes, produção de energia renovável e da reeducação ambiental. Entre os objetivos principais está a difusão e a replicação de biossistemas integrados com capacitação de profissionais em cada região onde o OIA tiver atuação. Pesquisar através de parcerias com instituições acadêmicas, setores publico e privado, novas soluções que venham aprimorar cada vez mais os aspectos técnicos e otimizar os benefícios. As principais vantagens são a melhoria da qualidade de vida do ambiente e das pessoas que nele habitam, a qualidade da água devolvida aos rios, lagos e mar em condições de balneabilidade com geração de trabalho e renda e educação ambiental.

    Revista GEA: Tendo como pano de fundo os objetivos de recuperação sócio-ambiental de áreas degradadas, como são definidas as etapas de cada biossistema?

    Fachini: Resolver o problema do esgoto é uma forma da comunidade iniciar outros processos de participação cidadã. Depois de constatada a necessidade, os órgãos que devem participar são acionados, como prefeituras, companhias de água e esgoto e, se envolver pesquisa, as universidades locais. Depois dos orçamentos aprovados, se definem as equipes de trabalho, sempre incluindo o pessoal local. Isto é fundamental para a posterior operacionalização do biossistema.

    Revista GEA: Seguindo no tema recuperação de áreas degradadas, como se dá o estabelecimento dos biossistemas junto às comunidades carentes ou tradicionais?

    Fachini: A escolha das comunidades é feita em vista das necessidades locais. Quando a solicitação parte de uma comunidade, buscamos parcerias para implantar o projeto. Os moradores participam das discussões desde o inicio, depois elegem quem vai atuar com trabalho remunerado na fase de implantação, e posteriormente decidem quem vai operar o sistema. O trabalho de educação ambiental deve ser contínuo em todas as etapas de implantação, seguindo durante a operação do projeto. Quando há produção, é possível que o operador execute suas tarefas em troca da produção. Assim o projeto torna-se sustentável também na operação. Em projetos pequenos a família que cede a área para implantação do sistema depois se beneficia pelo uso do biogás, por exemplo. Quando o projeto está em áreas públicas, sempre que possível, o biogás é destinado para um equipamento comunitário como uma escola ou creche.

    Fogão em escola rural na Nicarágua usando biogás

    Revista GEA: De que forma os biossistemas podem gerar um efeito positivo em ambientes socialmente degradados?

    Fachini: A exuberância da natureza por si só ajuda a recuperar os ambientes socialmente degradados. As comunidades empobrecidas em geral têm dificuldades no início em aceitar que áreas sejam destinadas ao saneamento porque percebem a carência habitacional e de trabalho como prioridades. Mas depois que um biossistema integrado entra em funcionamento ela muda esta visão, e passa a compreender que uma área verde, com lagos e criações fazem parte das necessidades mais gerais e garante equilíbrio social antes desconhecidos. Na maioria das comunidades, os biossistemas passam a ser o local de levar os visitantes dos moradores locais. É onde fazem um passeio no final do dia ou no final da semana. Os pais gostam de levar os filhos para conhecer. De fato todos estamos reaprendendo a conviver em harmonia com o ambiente e tentando deixar de lutar contra ele. A luta contra o ambiente pela sobrevivência ou para acumulação privada, só pode gerar cada dia mais desequilíbrio e degradação.

    Tanque de peixes em projeto de biossistema em Petrópolis/RJ

    Revista GEA: Como a qualidade final do efluente tratado pelos biossistemas se compara com sistemas convencionais de tratamento?

    Fachini: Esta é uma comparação que não gostamos muito de fazer porque parece que estamos apregoando que somos melhores que outros. Mas o que de fato incentivamos é que o saneamento ambiental seja visto como prioridade, faça parte da infra-estrutura de qualquer novo empreendimento, e não como mais uma obrigação. É comum ver pessoas investindo milhões em suas propriedades e depreciando a necessidade de sanear adequadamente seu ambiente e mal fazem um sumidouro. Depois reclamam que o rio esta poluído, que a companhia cobra caro pelo serviço de saneamento, mas podem fazer mais para melhorar tudo isso. A grande vantagem dos biossistemas sobre os sistemas convencionais é, por um lado, o tratamento local mais próximo possível da sua origem minimizando custos, a reciclagem de nutrientes que possibilitam o reuso dos mesmos na propriedade, ou em seu entorno, e o aproveitamento energético na forma de calor para cozinhar e aquecer água. Em áreas de produção agrícola onde os resíduos orgânicos são mais abundantes a produção de eletricidade é um excelente benefício. Em resumo, a descentralização dos sistemas de saneamento são o principal beneficio. Quando é possível implantar todas as fases de um biossistema, o efluente final chega a mais de 95% de remoção para todos os parâmetros, mas isto se pode atingir nos demais sistemas. O mais importante é o reuso descentralizado dos benefícios.

    Revista GEA: Ouvimos dizer que se o volume de gás produzido por sistemas descentralizados em toda a China fosse reunido, ele geraria o equivalente à produção de cinco usinas de Itaipu. Este número faz sentido?

    Fachini: Faz sim. Eles possuem hoje mais de 11 milhões de biodigestores instalados, e se considerarmos uma produção mínima de 1 m3 por família são 11 milhões de m3 dia de biogás, que multiplicado por 1.5 a 2 kW/m3 de biogás são em torno de 20 milhões de kW que são gerados diariamente, com a vantagem de que já se encontram distribuídos de forma descentralizada. Temos que concordar que uma das grandes revoluções do futuro é energética. A produção descentralizada pode gerar maior autonomia para as pessoas e a menor dependência das grandes corporações pode ajudar em outros processos libertários individuais e coletivos.

    Revista GEA: De que forma seria possível integrar diferentes unidades descentralizadas de biotratamento, e quais as vantagens desta integração? Existe alguma experiência neste sentido?

    Fachini: As experiências com unidades descentralizadas de saneamento fazem parte dos estudos do PROSAB, de uma coleção de manuais da CETESB da década de 80, em São Paulo. Ou seja, existe uma concordância entre os pesquisadores que esta modalidade vem de encontro às necessidades atuais. As vantagens desta integração estão na possibilidade de minimizar os custos, mas sobretudo na possibilidade do reuso energético local. Temos experiências bem recentes na Republica Dominicana, como uma indústria de café. Os resíduos produzem energia elétrica local para o beneficiamento de café de exportação, e outra experiência em comunidades no alto das montanhas que juntam resíduos humanos, de pequenos animais e do processamento local de café, gerando biogás suficiente para consumo de 80% dos moradores da comunidade. Isto não é possível quando se utiliza somente dejetos humanos, mas com a integração dos diferentes resíduos aí sim, o retorno é bem mais significante.

    Revista GEA: Quanto gás seria possível gerar em uma casa com cinco moradores, por exemplo?

    Fachini: Pela literatura, as estações convencionais de tratamento de esgoto podem gerar de 5 a 20 litros de biogás por habitante por dia. Em nossa experiência prática, onde o esgoto vem misturado com outras águas, a geração gira entorno de 30 litros de biogás por pessoa por dia, e onde o esgoto vem separado de outras águas temos uma produção medida de 50 litros de biogás por pessoa por dia. Então é possível gerar ¼ de m3 por dia de biogás por família. Parece pouco, mas isto permite uma chama queimando diariamente por 1 a 2 horas em queimadores de fogão domiciliar.

    Revista GEA: Existe algum inconveniente na construção de biossistemas em áreas urbanas?

    Fachini: O que existe é a dificuldade pela falta de espaços, mas isto vale não só para os biossistemas. A valorização cada vez maior do m2 de áreas urbanas desumaniza os ambientes e as pessoas, tornando caótico o trânsito, o ar que se respira, aumentando o stress de todo mundo, e finalmente tornando a vida mais cara para todos. O ideal é que os espaços sejam previstos antes que os empreendimentos sejam implantados, e assim possamos manter as áreas que possibilitem uma melhor qualidade de vida. Não por acaso é exatamente esse o conceito de saneamento ambiental proposto pela Organização Mundial de Saúde.

    Revista GEA: Se uma casa de apenas cinco moradores gera tanto gás, imaginamos o potencial de um edifício, seja ele residencial, ou comercial, ou até mesmo público. É possível construir biossistemas, ainda que em versões mais simples, em áreas urbanas como São Paulo?

    Fachini: Sempre é possível tratar uma grande parte do esgoto gerado o mais próximo da sua origem. Custa muito menos transportar água previamente tratada do que esgoto não tratado. Os edifícios e condomínios, muitas vezes gastam valiosas somas com irrigação de jardins e aquecimento de água. Tudo isto poderia ser poupado com tratamento e reaproveitamento local, destinando como efluente somente o que sobrar da água tratada. Hoje o comum é que se faça justamente o contrário.

    Revista GEA: Além de receber os dejetos humanos, que outros materiais poderiam ser direcionados para o biotratamento? Qual a vantagem dessa adição?

    Fachini: Além do esgoto humano podem ser adicionados resíduos de pequenos animais em áreas urbanas e rurais. Em áreas urbanas todo o descarte de sobras de frutas e vegetais pode ser usado para aumentar a produção de biogás, tanto triturado quanto na forma de “água mel” que é quando se deixa as sobras por algumas horas numa jarra com água, e esta água se envia depois para o biodigestor. Também a lavagem de utensílios de cozinha, desde que feito com sabão neutro, podem ser enviados para o biodigestor aumentando a produção de biogás. Ao contrário do que se pensa, as gorduras são facilmente quebradas nos biodigestores e responsáveis por produzir um volume bem maior de biogás.

    Revista GEA: Nós falamos bastante sobre tratamento descentralizado e projetos de pequena escala. É possível desenvolver biossistemas em larga escala? Existe alguma experiência recente do OIA neste sentido?

    Fachini: Diria ser possível fazer projetos em larga escala principalmente para pequenos municípios, comunidades organizadas, condomínios, e produtores agrícolas em geral, em razão da quantidade de resíduos e nutrientes que podem ser reaproveitados. As indústrias com grandes quantidades de resíduos orgânicos, as agroindústrias, podem fazer uso de biossistemas para sanear e gerar mais trabalho aos que vivem próximos de suas unidades de produção. A cervejaria de Fiji, citada por F. Capra no seu livro Conexões Ocultas é um bom exemplo. Temos um projeto aplicado em escala comunitária e comercial na Nicarágua, onde primeiro saneamos o habitat humano e depois os resíduos do processamento do café. O projeto iniciou com uma empresa e na seqüência várias outras seguiram implantando o mesmo sistema. Hoje os trabalhadores e a equipe técnica da Nicarágua está replicando o mesmo projeto na Republica Dominicana com ampla participação de comunidades, empresas, setor privado, setor público e universidades. Aqui, este ano implantamos um piloto no COMPERJ (Complexo Petroquimico do RJ), o primeiro em uma unidade da Petrobras no mundo. Nossa expectativa é que ele seja avaliado e possa futuramente ser replicado em escala maior.

    Mais informações:

    O Instituto Ambiental:

    www.oia.org.br

    Fundação ZERI:

    www.zeri.org.br

    *Gui Castagna - Proprietário da Livraria Tapioca, integra conceitos de permacultura em sua formação de engenharia civil, desenvolvendo projetos de design ecológico e sustentabilidade em água, de empreendimentos comerciais a projetos residenciais, incluindo a capacitação de comunidades tradicionais e de baixa renda.

    1 O reino Monera compreende todos os organismos unicelulares e procariontes, representados pelas bactérias e pelas algas azuis ou cianofíceas.

    2 Biodigestores são recipientes estanques que recebem um dado efluente e promovem redução na carga orgânica pela ação de atividade microbiológica anaeróbica (sem oxigênio), onde o gás metano é gerado como um subproduto.

    3 Plantas que habitam ambientes úmidos ou alagadiços, podem ser flutuantes ou emergentes. São notórias pela sua capacidade de filtração de água, fruto de uma simbiose entre suas raízes e as bactérias que nela se alojam atraídas pelo alto índice de oxigênio dissolvido presente em seu entorno, e que degradam a matéria orgânica local transformando-a em nutrientes assimiláveis pelas plantas. Dentre elas encontram-se a taboa, junco, papirus, aguapé, azola e tantas outras.

    segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

    PROF. JARMUTH APRESENTA TRABALHO FINAL DE MBA SOBRE COMMODITIES AMBIENTAIS NA UNOESC


    UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA – UNOESC

    Campus de Joaçaba


    MBA - Master of Business Administration em Gestão Ambiental

    Disciplina: Commodities Ambientais (Economia Sócioambiental)

    Professora: Economista Amyra El Khalili

    Chapecó, Santa Catarina, Brasil, 2008/2009

    “Commodities Ambientais” : Um novo paradigma econômico-financeiro para o Oeste de Santa Catarina


    DOCUMENTO FINAL DE CURSO - doc BECE

    Coordenação Geral*

    LUIZ PAULO KLOCK FILHO, ADRIANA LÍDIA SANTANA KLOCK,

    e LUIZELENA RESCHKE LAJÚS MOREIRA

    Introdução

    O objetivo deste documento é apresentar os trabalhos realizados pelos estudantes de MBA (Master of Business Administration) em Gestão Ambiental da Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC, Campus de Joaçaba em Chapecó, como uma forma de promover estratégias para implantação do Mercado de “Commodities Ambientais e Espaciais ” (Space Commodities).

    Esta disciplina corresponde também ao Curso "Habilitação e Credenciamento de Geradores de Negócios Socioambientais nos Mercados de Commodities- CTAs” com certificação da UNOESC pela Aliança RECOs – Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras & Projeto BECE (sigla em inglês) Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais.

    Os partipantes envolvidos na elaboração deste documento estão inseridos nos três setores que formam a sociedade (prefeituras, empresas públicas e privadas, ONG’s entre outros) sendo o grupo constituído por profissionais das mais diversas àreas, como: ADVOGADOS, ADMINISTRADORES, BIÓLOGOS, ENGENHEIROS (agrônomos, ambientais, mecânicos, químicos e outros), GEÓGRAFOS, PEDAGOGOS com graduação superior, que buscaram especializar-se e qualificar-se em Gestão Ambiental.

    Este “acordo de cooperação técnico-científico” foi pioneiro em MBA na América Latina e Caribe com a disciplina "Commodities Ambientais” (Economia Sócioambiental), aplicada a metodologia BECE ministrada pela Economista Profª. Amyra El Khalili em 2007 sob a coordenação geral do Professor Alceu Cericato e, a honra da colaboração bibliográfica da obra do Professor Doutor Sérgio Boeira.

    Este relatório é um desdobramento do trabalho: Uma análise estrutural para implantação do Mercado de "Commodities Ambientais no Oeste de Santa Catarina (1. ª turma 2007/2008) como contribuição construtiva e participativa para o Projeto BECE na implantação de um novo modelo econômico para a América Latina e Caribe.

    O Oeste Catarinense, com aproximadamente um milhão de habitantes, dos quais meio milhão residente no meio rural, tem sua economia baseada na agropecuária, da qual dependem os demais setores.

    Caracteriza-se pelo predomínio da agricultura familiar diversificada voltada ao mercado e integrada à agroindústria. Este modelo constituiu a base histórica do crescimento econômico regional, propiciando a construção, em apenas cinco décadas, do maior parque agroindustrial de suínos e aves da América Latina. Embora existam outras indústrias - metal-mecânica, moveleira e outras -, o setor secundário é dominado pelas indústrias agroalimentares e as atividades comerciais e de serviços estão direta ou indiretamente ligadas à agropecuária, que constitui o núcleo dinâmico da economia regional.

    Apesar da diversificação na agricultura, são poucos os produtos que representam oportunidades de mercado para os agricultores, destacando-se o trinômio milho/suínos/aves, o feijão, a soja e, mais recentemente, o leite. (DORIGON, 2004)

    A constante evolução tecnológica, o crescimento e a diversificação do mercado, e as mudanças nos hábitos dos consumidores, trazem novas perspectivas para agricultura e agroindústria em geral. Estas mudanças trazem novos desafios e oportunidades aos agricultores e à sociedade em geral, e despertam nas instituições a necessidade de repensar suas estratégias e ações. (MIOR et al, 2008)

    O contexto positivo para expansão do agronegócio brasileiro, como da disponibilidade de terras aráveis e a própria expansão da produção trazem uma perspectiva de crescimento, porém esta questão não se reflete na mesma proporção para uma parcela importante dos agricultores familiares catarinenses. Em poucas regiões, as condições são favoráveis para à produção de commodities em larga escala (grãos, carnes, frutas tropicais, biocombustiveis). As pequenas propriedades, a limitação do cultivo mecanizado (relevo acidentado) e a crescente pressão sobre os recursos naturais são fatores restritivos.

    No processo de globalização, com maior inserção das cadeias de commodities e sua qualidade padronizada no comércio internacional (suínos, aves, fumo), quem irá benefiar-se com este perfil são as grandes corporações nacionais/internacionais - inseridas na produção e na comercialização destes produtos (utilização de tecnologias – diminuindo a mão-de-obra, especialização e ampliação da escala de produção), resultando em mais concentração, seleção e exclusão de produtores(MIOR et al, 2008)

    A evolução dessas tendências em Santa Catarina e na região oeste, estão levando a uma melhoria dos indicadores de desenvolvimento agrícola como de produção, produtividade e da competitividade de produtos agrícolas como aves e suínos. Mas analisando por um outro víeis, os indicadores de desenvolvimento rural, tem elevados índices de exclusão e êxodo rural, especialmente de jovens e da deteriorização da agricultura familiar.

    Um outro problema deste processo é a intensificação do uso dos recursos naturais, dando destaques aqueles correlacionados a qualidade da água. É na região Oeste que se encontra o maior rebanho suíno do estado de Santa Catarina e, conseqüentemente, um grave problema ambiental que é o destino dos dejetos de suínos. O esgotamento crescente dos solos, explorados acima de sua capacidade, impondo maiores custos com fertilizantes e práticas conservacionistas.

    O grande desafio consiste em criar oportunidades de trabalho e renda, utilizando os recursos naturais de forma a recuperá-los e conservá-los. Incorporarando um novo pensamento, estimulando o desenvolvimento local - por meio de políticas públicas direcionadas a promoção de atividades sustentáveis.

    OBJETIVO GERAL

    Servir de instrumento para promover a discussão nas diversas esferas da sociedade, sobre os principais problemas ambientais enfrentados pelo oeste catarinense, bem como, apresentar propostas que vise um desenvolvimento regional aliado à preservação dos recursos naturais. Destacando as grandes potencialidades de Commodities Ambientais e Space Commodities presentes na região.

    OBJETIVOS ESPECÍFICOS

    • Identificar os principais problemas ambientais, sociais e econômicos enfrentados pelo oeste catarinense, que levam a limitação dos recursos naturais;
    • Avaliar e promover a discussão sobre os impactos gerados pelos commodities convencionais na região;
    • Analisar as potencialidades da utilização e adaptação dos commodities ambientais na região;
    • Propor alternativas de geração de renda entre os pequenos agricultores e o fortalecimento de associações correlacionadas a pequena produção;
    • Trazer propostas que permitam a permanência do agricultor na atividade origem, gerando oportunidades para as atuais e futuras gerações;
    • Fazer proposições que vise o equilíbrio entres as esferas sociais, ambientais e econômica que possibilitem o desenvolvimento sustentável.

    Commodities Ambientais versus Tabaco

    A Luta contra o tabaco vem a cada dia se acirrando mais, o confronto entre uma gigante que é a indústria do tabaco, contra uma sociedade cada vez mais organizada envolvendo muitos setores da mesma, fazendo com que se crie várias alternativas de ambos os lados, disputando passo a passo lugar no mercado mundial, tanto que muitos estudos estão sendo efetuados ao redor desse delicado assunto.


    Indiscutívelmente o Prof. Dr. Sérgio Luís Boeira tem sido a maior referência na pesquisa sobre Tabagismo, ambientalismo e as relações sociais.

    Boeira nos relata em vários artigos que em 2005 a saúde pública mundial, através da ONU, organizou-se para combater um mal que assombra o mundo “Tabagismo”, isso significa bater de frente com um dos maiores e mais antigos conglomerados industriais do capitalismo, empresas essas que faturam muito alto e contam também com a tradição de suas indústrias. Tudo começou a partir do século XIX, com a manufatura do cigarro, foi um grande salto para a popularização do fumo no mundo, primeiramente Europa e EUA dominaram o mercado mundial, tanto que o consumo interno nestes lugares era tão grande que os mesmos nem se importavam em exportar cigarro para o resto do mundo. No Brasil a partir do século XVIII a indústria do fumo começa a se inserir, através da Souza Cruz, se estabelecendo principalmente no sul do país, além do Brasil essas indústrias começam traçar estratégias para os chamados países em desenvolvimento, onde as pessoas tinham menores informações sobre o mal que o fumo causa.

    O antitabagismo tem registros muito antigos, o primeiro que se tem notícia e a obra do rei da Inglaterra Jaime I, que lançou sua obra em 1604, a partir daí várias outras medidas foram tomadas em várias partes do mundo para proibir o uso do tabaco. Com toda essa reação da sociedade, a indústria foi obrigada a traçar novas estratégias para com seus investimentos, antes era direcionado somente para aumentar a produção, mas agora ela está migrando para outras áreas e também investindo em propaganda, influencias políticas e lançando produtos novos que segundo a indústria, não causa tantos danos a saúde humana.

    Uma das estratégias foi a aquisição de empresas nacionais, tornando-as multinacionais e ao mesmo tempo passando os produtores do fumo para a condição de total controle da indústria, tirando toda autonomia do mesmo. Porém com este sistema, o que mais chama a atenção desses produtores é a de que a indústria garante um preço mínimo a ser pago pelo produto garantindo assim a estabilidade do sistema de produção.

    Contudo a sociedade através da OMS traz a tona o quanto é prejudicial o consumo de tabaco, lutando através de organismos para que essa indústria seja banida, articulando-se assim através de redes de comunicação com todo o mundo. Mas ao longo da história, a indústria fumageira vê se organizando muito mais, através de órgãos criados para defesa dos agricultores e até de órgãos públicos, que muitas vezes são ambíguas, como é o caso do Brasil. Isso que o Brasil coordenou os trabalhos da OMS, para a identificação dos males causados pelo tabaco no ser humano, e foi um dos últimos países a assinar o mesmo, vendo a força que a indústria tem na influência nos órgãos públicos.

    Porém isso está mudando, a sociedade civil, está ciente do quanto mal o tabaco está causando à saúde dos brasileiros, o governo através do Ministério da Saúde vem desenvolvendo campanhas de combate ao fumo, subsidiando até medicamentos para que a população se conscientize do mal causado pelo hábito de fumar, fazendo com que muitos brasileiros possam ter uma qualidade de vida mais digna e saudável.

    Segundo o Prof. Dr. Sérgio Luís Boeira:


    “….
    O Brasil é líder mundial nas exportações de fumo e o terceiro maior produtor, além de ter recentemente aprovado lei que restringe a publicidade de cigarros aos locais de venda. Anualmente, segundo a Receita Federal, o país perde R$ 1,3 bilhão em tributos devido ao contrabando de 45 bilhões de cigarros. As empresas instaladas no Brasil juram que isto lhes prejudica, mas há cerca de onze mil páginas de documentos publicados, durante conflitos judiciais no exterior, que denunciam o envolvimento direto e o controle parcial de dirigentes das transnacionais do setor no contrabando…

    Segundo cálculos conservadores, que não incluem os impactos ambientais da fumicultura (agressão à camada de ozônio, à Mata Atlântica, a rios e lençóis freáticos, etc) o Estado brasileiro perde anualmente R$ 1,25 bilhão na diferença entre o que arrecada em impostos do setor e o que gasta em doenças, aposentadorias e pensões relacionadas ao tabagismo. De acordo com o Banco Mundial, para cada dólar arrecadado gasta-se US$ 1,50, em média, com tratamento de doenças tabaco-associadas – e por isso mesmo o BIRD adotou, já em 1991, uma política visando controlar o setor fumageiro.


    A região sul do Brasil é a maior produtora de tabaco, com cerca de 150 mil famílias produzindo para as empresas, sob contrato que atribui a estas toda a responsabilidade por danos ambientais, ainda que o processo produtivo, da entrega das sementes à seleção das folhas, seja controlado pelas empresas. É o chamado "sistema integrado", sui generis no mundo, e que está por trás do sucesso brasileiro em exportação de "fumos nobres".


    Pois bem, e onde entram as Commodities Ambientais? Municípios e trabalhadores da região sul, que atualmente dependem da fumicultura e da destruição que ela gera, devem urgentemente tratar de viabilizar alternativas agroecológicas e coisas do gênero como projetos sustentáveis de erradicação progressiva das lavouras de fumo.

    O Projeto BECE (sigla em inglês) Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais, e particularmente a economista Amyra El Khalili, estão apontando o caminho. Mais amplamente, a Agenda 21 Brasileira, em especial o volume "Cidades Sustentáveis", contém subsídios fundamentais para encontrar alternativas à tragédia do fumo. A CNCT não pode ignorar estas iniciativas, nem a política do Banco Mundial e as denúncias de envolvimento das empresas com o contrabando.

    Encontrar um equilíbrio maduro entre a ênfase no passado e no presente sujos e a ênfase num futuro de tecnologias e acordos pró-sustentabilidade é o que pode fortalecer e dignificar o trabalho da CNCT. Para isso, deve-se divulgar e apoiar o movimento pró-alternativas ao fumo, desencadeado em 1991, em Santa Cruz do Sul, por agricultores, técnicos agrícolas, ambientalistas, lideranças religiosas e setor de saúde pública.


    Ao conseguir levantar dados sobre como passar do círculo vicioso para o círculo virtuoso, ao transformar riquezas naturais e geração de empregos em projetos de ecodesenvolvimento, com certificado de garantia, o Projeto BECE, juntamente com a sociedade civil organizada, as prefeituras, o Ministério Público, a CNTC, as escolas, as igrejas, as ONGs ambientalistas e de assessoria técnica aos agricultores poderão realmente apresentar-se ao Banco Mundial e à Organização Mundial da Saúde como exemplos a serem seguidos em todo o mundo. “

    Política de Sustentabilidade, Qualidade e Meio Ambiente

    O CASE SADIA

    (Nayana A. Moreira e Daiane Norma Prudente)

    Construir um mundo mais promissor depende de cada um assumir compromissos para transformar a sua realidade e a de quem está ao seu redor. Pode ser na sua casa, com a sua família ou na comunidade onde você mora.

    A Sadia sabe como esta iniciativa é importante e também a possui inserida no dia-a-dia de seus processos.

    Por isso, a empresa possui algumas práticas em relação ao Meio Ambiente que norteiam todos os processos da empresa.

    Uma delas é que a Sadia aderiu a oito Compromissos Voluntários, pactos que trazem recomendações sobre como as empresas podem aprimorar seus processos em prol da sustentabilidade, para a construção de um mundo melhor. Considerar temas como exploração sexual, direitos humanos, corrupção, mudanças climáticas e trabalho escravo nos processos da companhia é um primeiro passo.

    Outro exemplo é a Política da Qualidade e Meio Ambiente que é um conjunto de diretrizes ou regras que orientam todas as ações ligadas à Qualidade e ao Meio Ambiente.

    Até maio deste ano a Sadia utilizava a Política de Sustentabilidade, a partir de então foi criada a Política da Qualidade e Meio Ambiente, onde foram realizadas melhorias alinhadas com a cultura da Sadia. A nova política é mais detalhada, para ter maior abrangência em qualidade e meio ambiente.

    Esta Política nos direciona para ações práticas e responsáveis, que permitem o crescimento sustentável da Sadia.

    Algumas diretrizes e compromissos públicos da Sadia e de seus colaboradores que fazem parte da Política são:

    a) Fortalecer a crença de seu fundador na perenidade da Sadia com respeito ao ser humano, à terra e à valorização da tecnologia.

    b) Ter compromisso com a satisfação de seus clientes e consumidores, oferecendo produtos seguros, saudáveis e saborosos.

    c) Buscar a melhoria contínua em todas as suas atividades.

    d) Atuar com transparência e agilidade.

    e) Aprimorar os processos, buscando a Redução, Reutilização e Reciclagem de seus produtos, resíduos e consumos.

    f) Ser referência como agente de mudança na preservação do meio ambiente e valorização do ser humano.

    g) Zelar pela biodiversidade, qualidade de vida, convívio saudável com a sociedade e respeito às futuras gerações.

    h) Ser agente mobilizador para o desenvolvimento da consciência ambiental nas pessoas.

    i) Promover a educação ambiental e o comprometimento de seus colaboradores.

    Abaixo temos também algumas iniciativas da Sadia que visam o uso responsável dos recursos naturais:

    Todas as unidades e filiais têm reciclagem de lixo.

    Em todas as unidades a água utilizada é tratada para voltar aos rios.

    Programa Suinocultura Sustentável Sadia (3S) é um programa de tratamento de dejetos de suínos pioneiro no setor e o primeiro da indústria brasileira de alimentos a ser publicado pela ONU.

    ISE Bovespa: em novembro de 2007, a Sadia foi incluída no Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa de Valores de São Paulo, que reúne ações de empresas reconhecidamente comprometidas com o desenvolvimento sustentável.

    Embalagens com selo FSC: a Sadia passou a usar embalagens certificadas com o selo FSC – Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal, em português), entidade internacional que atesta o manejo responsável das florestas em todo o mundo.

    Projeto Lucas do Rio Verde Legal: a Sadia e o Instituto Sadia são parceiros nesta iniciativa que visa à regularização de propriedades rurais, compatibilizando o desenvolvimento agropecuário e agroindustrial com a conservação ambiental da região.

    Projeto OPA - recuperação das margens do Rio Uberabinha em Uberlândia

    Projeto Carbono Zero – A Unidade da Sadia que está sendo construída em Vitória de Santo Antão terá suas emissões, tanto das obras de construção quanto da operação da fábrica, completamente neutralizadas pelo plantio de árvores.

    Criação de peixes nas lagoas de tratamento de efluentes na Unidade de Francisco Beltrão/PR

    Queima de lodo do tratamento de efluentes em caldeiras – o lodo proveniente do tratamento primário do efluente gerado na fábrica passa por um processo de secagem e em seguida é utilizado como combustível para as caldeiras geradoras de vapor.

    Armazenamento e utilização de água de chuva nas propriedades dos integrados – construção de cisternas.

    Estas são algumas ações da Sadia para garantir seu desenvolvimento de forma sustentável.

    Figuras e Arquétipos

    "A imaginação é mais importante que o conhecimento."
    (Albert Einstein)

    Figura 1

    Interação

    Com as sementes da educação ambiental sendo plantadas para as futuras gerações junto com o trabalho coletivo, poderemos colher os frutos da conservação da natureza mantendo assim a sobrevivência da Terra.

    Figura 02

    De olho no mundo

    Ele representa a mudança de visão do mundo atual para um mundo mais sustentável, economicamente e ambientalmente.

    Atualmente a visão capitalista predomina sobre o planeta. Estamos em andamento para uma quebra de paradigma que exige a união de forças entre todos os povos.

    Figura 03

    Modelo do mundo ideal

    A partir da observação do atual modelo de desenvolvimento econômico, que prioriza o consenso, a lucratividade e o mau uso dos recursos naturais, derivando assim o desequilíbrio das relações sociais não proporcionando o bem comum. Deve-se procurar alternativas economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas, visando o equilíbrio entre as três bases do desenvolvimento sustentável, buscando o bem comum a todos.

    Figura 04

    Mundo real e equilíbrio

    No lado negativo queremos demonstrar o mundo real, aonde temos as indústrias, as pessoas e os sistemas em geral que são voltados somente para os fins econômicos, esquecendo-nos do ambiente no qual estamos vivendo, e que nos foi originalmente apresentado como um sistema extrativista sem preocupação com os impactos causados pelas nossas ações; já no lado positivo queremos apresentar um sistema baseado na economia, na parte social e no ambiente como sendo auto-sustentável, ou seja, em um sistema equilibrado, no qual se considera as três partes conjuntamente e não separadas.

    Metodologia BECE

    No estudo e simulação do modelo proposto pelo Projeto BECE a professora Amyra desenvolveu inúmeras metodologias de ensino através das quais foram explanadas as questões ambientais atuais e a sua correlação com o Mercado Econômico. Foram demonstrados conceitos e conteúdos diversos a respeito da Economia Sócio-Ambiental, das Commodities Ambientais e da possibilidade de envolvimento da sociedade civil e do setor público neste novo mercado. Para tanto, foram utilizadas apresentações em slides com a participação dos alunos.

    Na seqüência, promoveu-se um debate no qual foram pontuados os problemas ambientais e econômicos dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo traçando um paralelo com a região do Oeste de Santa Catarina, bem como abordou-se o tema sobre o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, anexo do Protocolo de Kyoto que institui os “Créditos de Carbono”.

    Diferentes processos produtivos foram exemplificados através da exibição de vídeos abordando culturas e regiões diferentes com o posterior envolvimento do grupo que realizou trabalhos e explanações sobre o assunto.

    Por fim, é importante lembrar que durante toda a apresentação em sala de aula foram debatidos diversos pontos contribuindo para a elaboração e desenvolvimento do Projeto BECE, sempre com a participação da turma que, dada a sua formação por profissionais de diversas áreas, incorporou ao Projeto a característica da multidisciplinariedade.

    Em atividade desenvolvida em aula, foram discutidas as questões abaixo descritas, cada membro do grupo repassou o caso de sua região; todos os pontos dos 4 grupos formados foram discutidos e descritos a seguir, de formar sucinta e objetiva.

    1. Quais são os problemas ambientais da minha região?

    R: Na região de Chapecó, são encontrados os seguintes problemas ambientais:

    • Resíduos Industriais (efluentes líquidos e resíduos sólidos);
    • Desmatamento;
    • Falta e/ou deficiência na coleta seletiva de lixo;
    • Falta de conscientização da população (Educação Ambiental);
    • Excesso dos dejetos de suínos (cada porco em média libera 7 litros de dejetos por dia no ambiente );
    • Falta de Saneamento Básico;
    • Erosão do Solo;
    • Uso desordenado de Agrotóxico na agricultura;
    • Falta de Planejamento urbano;
    • Escassez de Recursos Hídricos (principalmente na época de estiagem) ;

    § Impactos causados por hidrelétricas;

    § Mau odor oriundo dos frigoríficos e agroindústrias que estão hoje no centro das cidades (pelo fato das mesmas terem se desenvolvido ao redor deles);

    § Área destinada para o plantio, ou criação de animais e ainda uso de grande quantidade de madeira para o aquecimento de aviários;

    § Criação de bovinos (potreiros) etc;

    § Poluição Atmosférica;

    § Contaminação por agrotóxico;

    2. Quais seriam as soluções?

    R: Acreditamos que uma solução única para cada problema, não seria efetivo; seria necessário um conjunto de atividades (processo amplo), reavaliando o modelo econômico da região, assim como da participação destas ações do poder público e a sociedade civil organizada. Sempre idealizando projetos e parcerias para captação de recursos/subsídios, para tornarem acessíveis e aplicáveis.

    Perante esta observação selecionamos algumas ações:

    • Implantação de projetos de produção mais limpa;
    • Aumento da fiscalização para controle e aplicação das leis ambientais/incentivo financeiro para conservação;
    • Novas alternativas de produção (produção orgânica), controle biológico de pragas, conscientização dos agricultores;
    • Reflorestar com mata nativa manejável= reduzindo impacto ambiental.
    • Para a degradação do solo, usar cobertura e manejo adequados, respeitando as áreas de APP e o uso de produtos agroecológicos para substituir os tradicionais agrotóxicos.
    • Capacitação de profissionais da educação e adequação da grade curricular para questões ambientais, ações efetivas (teórico/prático);
    • Estruturação de outras formas de renda na região/ Gestão Ambiental da Suinocultura com a implantação de novas tecnologias;
    • Ações efetivas do Governo na área de saneamento; também fazer a conscientização da necessidade de implantação de redes de coleta e tratamento;
    • Estudo de novas tecnologias, com financiamentos compatíveis com a realidade local.
    • Gestão Urbana (plano Diretor);
    • Manejo no consumo, conservação de fontes, cisternas, mata ciliar;
    • Incentivo (formação) de cooperativas de catadores para incentivar a reciclagem;
    • Incentivo fiscal/ financeiro para conservar;
    • Implantação (divulgação) de energias renováveis;
    • Para combater o mau odor nas cidades, aplicação de tecnologia do tipo aerocondensador nas indústrias, financiados pelas próprias indústrias que tem responsabilidades com a preservação social e da saúde da comunidade onde está inserida.
    • Monitoramento, Novas tecnologias;

    Campanhas de conscientização permanentes da população para evitar desperdício de água. São feitas campanhas sempre que a Casan não consegue atender a demanda nas épocas de estiagem). Assim que o problema termina, encerra-se a campanha pois isto gera “menor consumo” e portanto menor faturamento para a mesma.

    Figura – Ilustração que representa a forma da estruturação das commodities convencionais.

    A partir do atual modelo de produção atual, que prioriza o consumo, a lucratividade e o mau uso dos recursos naturais, origina-se o desequilíbrio das relações sócio-ambientais, gerando assim, uma estrutura de desenvolvimento que se torna frágil. Devemos procurar alternativas economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas, que vise o equilíbrio das três bases do desenvolvimento sustentável, buscando o bem comum.

    O pecado original das “Commodities Convencionais”

    (LUIZ PAULO KLOCK FILHO)

    Adão e Eva caminhavam pelo jardim das promessas, lá encontram uma serpente, de inicio ficaram assustados! Mas a ardilosa serpente começou acalmá-los, dizia está que trazia uma novidade, algo inovador, mostrou uma maçã bonita, grande e fez uma proposta ao nosso casal, para plantar a Maçã do Éden , que todos no paraíso já estavam fazendo e ganhavam muito com tal atividade, a única questão era que deviam seguir um modelo de produção e atender as exigências do mercado.

    Adão e Eva ficam seduzidos pela proposta da serpente e começam a plantar a Maçã do Éden , para poder se adaptar ao modelo de produção tiveram que devastar grande parte de sua morada no paraíso, pois, precisavam aumentar a quantidade de maçãs que eram plantadas e além disso tiveram que adequar o seu cultivo para estar dentro do padrão exigido da Maçã do Éden.

    Com o tempo o casal começou a ter dificuldades: a terra não produzia tanto – devido às monoculturas de maçãs e o próprio recursos naturais que ficaram escassos, complicações financeiras, pois, para poder produzir a Maçã do Éden havia exigências de mercado, qualificação técnica para manter a padronização do produto, cobranças fitosanitárias – que tornavam quase que impraticável a atividade. A trilhar novamente pelo jardim das promessas perceberam que outros companheiros também tinham dificuldades semelhantes as suas, e que alguns poucos conseguiam se manter naquele modelo, como a serpente que estava concentrando cada vez mais terras e renda.

    O final da estória não precisa comentar, Adão e Eva foram expulsos do paraíso.

    Estruturando um Fluxograma de Produção

    Econômico: Agilidade (produção e entrega); Controle de qualidade; Comercialização; Exportação; Marketing; Valor agregado; Diversificação; Infra-estrutura; Incentivos fiscais; Leilão / bolsa.

    Social: Organização da cadeia produtiva, Presente e futuras gerações (êxodo);, Parcerias; Cultura (imaginação); Folclore; Cooperativismo e associativismo; Relacionamento como cliente; Saúde e qualidade de vida; Agricultura familiar; Sustentabilidade (inclusão social ). Eventos; Regionalismo; Turismo; Desenvolvimento regional; Monopólio.

    Ambiental: Recursos naturais (renováveis e não renováveis); Monocultura; Questões fitossanitárias; Impactos ambientais.

    Tecnológico: Processos técnicos; Acordos técnicos – científicos; Investimentos em pesquisa; Segurança alimentar; Qualificação profissional; Mecanização; Biotecnologia.

    Quem são os excluídos?: Negros, Índios, Cablocos, Prostitutas, Homosexuais, Presidiários, Pessoas com deficiência, Analfabetos, Mulheres, Garis, Pessoas pobres, Idosos, Aidéticos, Jovem, Determinadas religiões, Mendigos, Quilombolas, Catadores de lixo, Sem terra, Pequenos agricultores, Pequenas empresas , Movimento das mulheres campesinas, Pescadores não organizados, Sem tetos, entre outros.

    Quais são as commodities Ambientais?

    Agricultura orgânica, permacultura e biodinâmica

    Hortaliças, verduras e legumes: Alface, Chicória, Cenoura, Beterraba, Rúcula, Radiche, Repolho, Couve-flor, Couve-folha, Couve-rabano, Tomate, Brócolis, Acelga, rabanete, Nabo, Alho, Cebola, Ervilha, Lentilha, Linhaça, Agrião, Pepino, Abobrinha, Abóbora, Mandioca, Batata-doce, Batata salsa, Cabutiá, entre outros.

    Frutas: Ingá, Araçá, Guabiju, Guamirim, Sete capota, Butiá, Uva Japão, Cereja , Taromã, Amora, Pintanga, Jabuticaba, Guabiroba, Ameixa, Pêssego, Figo, Laranja, Bergamota, Limão, Uvaia, Araçá, Pinhão, Abacate, Pêra, Mamão, Melão, Melancia, Morango, Tangirina, Lima, Banana, Abacaxi, Ananás, Caqui, Araticum, Maracujá, Kiwi, Crem, Uva, Jamelão, Fruta do conde, Romã, Nozes, Goiaba, Amendoin

    Árvores: Araucária, Canela, Cedro, Timbó, Loro, Grapia, Ipê, Sapopema, Coqueiro, Plátano, Sinamomo, Açoita-cavalo, Gabriuva.

    Ervas medicinais: Carqueja, Quebra pedra, Camomila, Macela, Boldo, Hortelã, Poejo, Cavalinha, Pau amargo, Catinga de mulata, Arruda, Endro, Cidreira, Funcho, Confrei, Quaco, Alegrim, Malva, Salvia, Cambara, Melissa, Cipó milome, Espinheira santa, Babosa, Picão, Manjericão.

    Outros produtos regionais e ou Space Commodities (espaciais)

    Turismo: Turismo rural, Termas, Trilhas ecológicas, Pesque-pague

    Produtos: Vinhos, Vinagres, Licores, Cachaça, Graspa , Mel, Doces, Geleias, Paes e cucas, Biscoitos, Massas, Banha, Torresmo, Salame, Morcilha, Sabão

    Diversos: Açúcar mascavo , Grãos (feijão, milho, aveia, soja), Sucos e polpas, Milho verde, Ovos caipiras, Leites e derivados, Carnes (ex. Frango verde), Peixes (tilápia, carpa, lambari, joana, jundiá) entre outros.

    Produtos artesanais ( vassouras, esculturas, bordados, balaio, bonecas, crochês etc.)

    Resíduos (lixo, dejetos suínos)

    Preservando e Conservando a Araucária como “Commodity Ambiental”

    (PATRICIA KARLA TAVARES DE CARVALHO)

    Trata-se de uma planta originária do sul do país. A araucária se destaca das outras espécies brasileiras principalmente por sua forma original que dá as paisagens do sul uma característica toda especial.

    Possui o nome cientifico Araucária angustifolia pertencente à família araucariaceas e de origem da América do Sul, Brasil. É uma árvore alta com copa em formato de cálice, de grande porte, atingindo cerca de 50 m de altura e seu tronco pode medir até 8,5 m de circunferência. Seu fruto, o pinhão, contém de 10 a 150 sementes.

    Presente no planeta há mais de 1.500 anos, a araucária já ocupou área equivalente a 200.000 Km² no Brasil, dos quais 62.000 Km² apenas em Santa Catarina.

    É uma espécie resistente, tolera até incêndios rasos em razão de sua casca grossa que faz papel de isolante térmico. A capacidade de germinação é alta chegando até 90% em pinhões recém colhidos.

    A Araucária angustifolia é uma árvore útil: pode-se dizer que nela é tudo aproveitável desde a amêndoa, no interior dos pinhões, até a resina que destilada fornece alcatrão, óleos diversos, terebintina e breu para variadas aplicações industriais, principalmente a fabricação de papel. A semente, o pinhão, é rica em amido, proteína e gordura, constituindo um alimento bastante nutritivo, utilizado de várias formas na culinária da região sul, nacional e internacional, abrangendo diversos pratos salgados e sobremesas, até bombons.

    Para uso medicinal é indicado no combate a anemia, azia e debilidade do organismo. As folhas cozidas são usadas no combate à anemia e tumores provocados por distúrbios linfáticos. Da casca, feita a infusão no álcool, serve para cobreiro, reumatismo, varizes e distensões musculares.

    Com todos os benefícios a população e ao meio ambiente, sendo utilizada em áreas degradadas, deve ser manipulada com cuidado, pois esta espécie está na lista oficial das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção.

    Dos 20 milhões de hectares originalmente cobertos pela floresta de araucária, restam atualmente cerca de 2% dessa área.

    Com isso é preciso conter a extração predatória e a comercialização ilegal levando informação e oportunidade sobre o cultivo e colheita para a comunidade local. Se a araucária for cultivada e coletada de forma sustentável trará, com toda certeza, desenvolvimento ambiental e econômico para todos aqueles que estão à margem da sociedade.

    Considerações Finais

    O planeta encontra-se em um processo de fortes transformações ambientais devido às grandes interferências do homem na busca incessante por novas tecnologias, maiores lucros e seu mau uso.

    Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades. Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende.

    O problema da degradação ambiental, que geralmente acompanha o crescimento econômico, bem como a necessidade de que esse crescimento contribua para reduzir a pobreza, fez com que o principal pensamento da sustentabilidade se transformasse na idéia das três dimensões, a ambiental, a social e a econômica.

    É necessário que a comunidade científica trabalhe em conjunto com as entidades governamentais e não-governamentais para uma mudança desse modelo econômico, trazendo tecnologias alternativas, causando menor impacto ao meio ambiente.

    Em função da necessidade de encontrarmos soluções a curto prazo e com resultados com foco social, ambiental e econômico, as “commodities ambientais” vêm a contribuir nesse novo modelo de desenvolvimento.Torna-se necessário reqüalificar o papel da sociedade na participação e na tomada de decisões.

    A busca do bem comum deve necessariamente abranger a reformulação das cadeias produtivas, como também um novo perfil da sociedade; que as instituições governamentais elaborem políticas públicas e beneficiem a todas as classes (novas linhas de crédito, incentivo a permanência no campo, subsídios), para um desenvolvimento eqüitativo. Nesse processo as participações das empresas entram com a criação das novas tecnologias.

    A conscientização social será a mola propulsora da mudança, visto que a região oeste possui uma vasta diversidade de matrizes ambientais. Destacam-se atividades de produção (aves, suínos, bovinos), fauna, flora, recursos hídricos e culturais, favorecidos pelo clima, solo, água e a influência da cultura italiana, alemã, polonesa.

    A inserção dos excluídos é um processo lento que começará pela educação e pelo conhecimento dos direitos que cada um possui como cidadão. A cultura regional deverá ser preservada, porém, é preciso enriquecê-la com as necessárias medidas de conservação, proteção ao meio ambiente, revisão de conceitos, valores e principalmente de ações que farão toda a diferença.

    No conjunto de informações que trabalhamos podemos verificar que a questão hoje pode ser trabalhada como sendo o seu principal foco na questão “cultural”, ou seja, temos que trabalhar efetivamente numa mudança cultural do nosso povo.

    Analisando nesta questão temos como indicar alguns caminhos que podem ser seguidos, dentre os quais citamos:

    • Criação de grupos de discussão;
    • Compreender os critérios de exclusão social no contexto da região;
    • Mostrar as nossas potencialidades para a região estudada;
    • Criar meio para efetuarmos a inclusão social dos diversos grupos existentes de excluídos;
    • Criarmos multiplicadores (pessoas que irão passar as informações a outras pessoas);
    • Inclusão da disciplina de meio ambiente dentro dos currículos escolares;
    • Mostrarmos os exemplos positivos;
    • Mostrarmos os exemplos negativos com as explicações do por que não deram certo;
    • Aumentarmos as informações nas mídias.

    Enfim, devemos fazer um trabalho voltado para uma geração de um ambiente ecologicamente correto e voltado para as questões econômicas, sociais e ambientais efetivamente auto-sustentáveis em que estas questões sejam tratadas igualmente e sempre com valores iguais, e acima de tudo informando a nossa sociedade sobre todos os prós e contras existentes.

    Para possuirmos um município/estado/país ou Planeta sustentável, devem ser entendidos como metas:

    · A satisfação das necessidades básicas da população;

    · Solidariedade para com as gerações futuras (preservar o ambiente de modo que elas tenham chance de viver);

    · A participação da população envolvida (todos devem se conscientizar da necessidade de conservar o ambiente e fazer, cada um, a parte que lhe cabe para tal);

    · A preservação dos recursos naturais;

    · A elaboração de um sistema social garantindo emprego, segurança social e respeito às outras culturas;

    · A efetivação dos programas educativos.

    Com isso, podemos observar que a sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro. Assim, para qualquer empreendimento humano ser sustentável, temos que ter em vista quatro requisitos: ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. Se cada um fizer a sua parte, já estará contribuindo para um bom futuro às novas gerações.

    Referências

    BOEIRA, Sérgio Luís. Desenvolvimento Urbano e Crise de Paradigmas: O caso da região de Florianópolis. Projeto de Pesquisa. UNIVALI. 2004

    BOEIRA, Sérgio Luís. Políticas Ambientais, Ambientalismos e Complexidade. Revista Eco21, Rio de Janeiro Ano XVII, nº 130, Setembro 2007.

    BOEIRA, Sérgio Luís. JOHNNS, Paula. Industria do Tabaco vs. Organização Mundial de Saúde: um confronto histórico entre redes sociais de stakeholders. Revista Internacional Interdisciplinar INTERthesis. Florianópolis, Vol. 4, nº 1, 2007.

    www.interthesis.cfh.ufsc.br

    BOEIRA, Sérgio Luís. Ética Empresarial & Capital Social: Aproximações Conceituais. Revista Internacional Interdisciplinar INTERthesis. Florianópolis, Vol 2, nº 2, 2005.

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    BOEIRA, Sérgio Luís. Commodities Ambientais versus Tabaco. Revista Pangea, Quinzenário de Política, Economia e Cultura. Agosto, 2001.

    BOEIRA, Sérgio Luís. Atrás da cortina de fumaça: tabaco, tabagismo e meio ambiente: estratégias a indústria e dilemas da crítica, Itajaí: Univali, 2002. 476 p.

    DORIGON, Clovis, Agroindústrias familiares rurais e desenvolvimento regional: o caso do oeste catarinense. II Seminário Internacional Empreendedorismo, Pequenas e Médias Empresas e Desenvolvimento, Rio de Janeiro, Agosto, 2004.

    EL KHALILI, Amyra. Projetos Econômico-Financeiros para o Mercado de Commodities Ambientais. Apostila do Curso de MBA em Gestão Ambiental. UNOESC. 2007.

    KAPPAUN, Juliana, MORAES, Kerol Deily e CASARIL, Moisés. Coordenação Geral. Uma análise estrutural para implantação do Mercado de "Commodities Ambientais" no Oeste de Santa Catarina. Apresentação Por Paulo Nelson do Rego. . Pinhalzinho, Santa Catarina, Brasil, 2007/2008. Boletim 1366 [BECE-REBIA].

    MIOR, Luiz Carlos, ZOLDAN, Paulo Cezer. Perspectivas para o sistema agroalimentar e o espaço rural de Santa Catarina. Revista Agropecuária Catarinense, Vol 21, nº 2, 2008.

    PEREIRA, Renata Ferreira – “O CAJU COMO ‘COMMODITY AMBIENTAL’ EM SÃO JOÃO DA BARRA - RJ (1965 – 2007)”, monografia de Pós Graduação em Direito e Gestão Ambiental. Orientadora: Profª Economista Amyra El Khalili. 2008.

    PEREIRA, Talita. “ROYALTIES DO PETRÓLEO PARA O FINANCIAMENTO DA GOIABA COMO COMMODITY AMBIENTAL EM CAMPOS DE GOYTACAZES – RJ. monografia de Pós Graduação em Direito e Gestão Ambiental. Orientadora: Profª Economista Amyra El Khalili. 2008.

    VIDEOGRAFIA

    ____________California WALNUTS – Nozes da Califórnia, Produce Marketing Comunicação e Promoções, USDA – Depto de Agricultura dos EUA

    ____________ Institucional Veiling Holambra, Veiling Holambra – Plantas e Flores, Cooperativa Agrícola de Holambra.

    ____________ “ A saga do Grão de Soja” – A historia de Soja em Mato Grosso. Documentário, vídeo, 54`, Cor, 2005. Direção: Cosme Heinar. Produção Executiva: Andréa Glória

    Coordenação Geral

    Adriana Lídia Santana Klock, Bacharel em Química pela Universidade Federal de SC, Doutoranda em Química da Universidade Federal de SC, Pós-graduanda em MBA em Gestão Ambiental pela Universidade do Oeste de SC – Campus Joaçaba em Chapecó. Química da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI) no município de Chapecó/SC.

    Luizelena Reschke Lajús Moreira, Bióloga, Pós-graduanda em MBA em Gestão Ambiental pela Universidade do Oeste de SC – Campus Joaçaba em Chapecó. Professora dos Ensinos Fundamental, Médio e Técnico do município de Quilombo/SC.

    Luiz Paulo Klock Filho, Bacharel e Licenciado em Geografia pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduando em MBA em Gestão Ambiental pela Universidade do Oeste de SC – Campus Joaçaba em Chapecó. Professor dos Ensinos Fundamental e Médio da rede particular do município de Chapecó/SC.

    Redatores: Alex Balestrini, Daiane Norma Prudente, Élcio Tamanini, Eliane de Fátima Mattes, Magda Ceresa, Marcos Maurício Kincheski, Nayana A. Moreira, Patrícia Karla Tavares de Carvalho e Silvana Vodonós de Oliveira.

    Participaram da Elaboração do DOC BECE

    1. ADRIANA LÍDIA SANTANA KLOCK – Química – Chapecó – SC
    2. ALEX BALESTRINI – Tecnologia em Eletromecânica – Pinhalzinho – SC
    3. ANDRÉ LUIZ ROSA – Agronomia – Chapecó – SC
    4. CHRISTINA BAGGIO – Direito – Chapecó – SC
    5. CLACEDIR ANTONIO CASTILHOS – Administração – ênf. Rural – Chapecó – SC
    6. CLEIMAR GELSON SCHNEIDER – Engenharia Química – Campos Novos – SC
    7. CRISTIANO TROMBETTA – Ciências Biológicas – Concórdia – SC
    8. DAIANE NORMA PRUDENTE – Engenharia Química – Concórdia – SC
    9. EDIONE REBONATTO SMANIOTTO – Agronomia – Chapecó – SC
    10. ELCIO TAMANINI – Engenharia Química – Chapecó – SC
    11. ELIANE DE FÁTIMA MATTES – Engenharia Química – Chapecó – SC
    12. GLADEMIR KARPINSKI – Engenharia Mecânica – Getúlio Vargas – RS
    13. IVAN TORMEM – Agronomia – Chapecó – SC
    14. JOZIANE TEREZINHA STÜRMER – Agronomia – Chapecó – SC
    15. KARINE SIMIONI – Engenharia Ambiental – Concórdia – SC
    16. LUIZ PAULO KLOCK FILHO – Geografia – Chapecó – SC
    17. LUIZELENA RESCHKE LAJÚS MOREIRA – Ciências Biológicas – Chapecó – SC
    18. MAGDA IZABEL CEREZA – Engenharia Ambiental – Concórdia - SC
    19. MARCIANE LAZZAROTTO – Engenharia Química – Chapecó – SC
    20. MARCIO ZANOTTO – Ciências Biológicas – Nonoai – RS
    21. MARCOS MAURÍCIO KINCHESKI – Engenharia Ambiental – Concórdia – SC
    22. MARIA DE FÁTIMA BERTUZZI MACHADO LEMES –Educação Física-Passo Fundo-RS
    23. MICHELLE DE LIZ SILVA – Ciências Biológicas – Chapecó – SC
    24. NAYANA APARECIDA MOREIRA – Agronomia – Concórdia – SC
    25. PATRICIA KARLA TAVARES DE CARVALHO – Ciências Biológicas – Chapecó – SC
    26. RODRIGO ALESSANDRO GRAH – Agronomia – Concórdia – SC
    27. SHEILA EMERICK – Ciências Biológicas – Chapecó – SC
    28. SILVANA VODONÓS DE OLIVEIRA – Pedagogia – Chapecó – SC
    29. VANIELE BUGONI MARTINS – Engenharia Química – Chapecó – SC
    30. WILLIAN DE PAULA – Engenharia Química – Xanxerê – SC